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Estado de Minas (site) - BH: Folia de Reis caminha até o presépio da futura sede da Catedral Cristo Rei

Grupo de fiéis saiu do Bairro Paulo VI, na Região Nordeste, em direção ao Bairro Juliana, na Região Norte.

O evangelho de São Mateus descreve que Gaspar, Belquior e Baltazar saíram do Oriente para levar presentes ao Menino Jesus, recém-nascido. Pois um grupo de fiéis saiu do Bairro Paulo VI, na Região Nordeste, em direção ao Bairro Juliana, na Região Norte, onde será erguida a catedral da Arquidiocese de Belo Horizonte, para reviver a história. Ontem, Dia de Reis, o presépio montado no terreno da futura matriz recebeu a visita do grupo Folia dos Santos Reis e de centenas de cristãos, numa festa de fé, religiosidade e tradição. A celebração comemorou a Epifania do Senhor, que, de acordo com o bispo-auxiliar dom Wilson Angotti, representa a manifestação do Cristo como o salvador. A Folia de Reis encena a visita dos três reis magos a Jesus. Guiados pelas estrelas, eles conseguiram chegar até a manjedoura. Gaspar levou ouro, símbolo da realeza; Baltazar, a perfumada mirra; e Melquior, o incenso, sinal de espiritualidade. Depois da visita, eles voltaram por um caminho diferente para evitar que o rei Herodes encontrasse Jesus Cristo, a quem queria matar, por temer perder o poder. Quem conta todos os detalhes é Claudeci José da Fonseca, presidente da Folia Santos Reis do Paulo VI, que não continha a alegria de representar a tradição no terreno onde será construída a Catedral Cristo Rei. Há 16 anos, o grupo, ligado à Sociedade São Vicente de Paulo, visita as casas e recolhe alimentos a serem doados a famílias carentes. Este ano, a peregrinação vai até o dia 27. “Este é um momento de encontrar os amigos e fazer a solidariedade”, conta. Representar Gaspar não tem mistério para o motorista Mauro Maurício da Fonseca, de 40 anos, mais da metade deles envolvido com a tradição religiosa. Difícil para ele foi segurar as lágrimas. “A fé que a gente tem nos santos reis é muito grande”, conta. PRESÉPIO Tão grande que levou centenas de fiéis a aguentar o calor escaldante para acompanhar a tradição, que faz parte da infância da dona de casa Madalena Gouveia, de 55. Desde criança em Lagoa Santa, a família dela participa da Folia de Reis e Madalena faz questão de preservar o hábito. “Meu pai amava e eu quase morro de saudades dele. A folia ajuda a reforçar a fé”, ressalta. A aposentada Ana Maria Macedo, de 71, também não hesitou em participar da festa. “Dei o café para os netos e vim correndo para cá. Sou apaixonada por Folia de Reis, ainda mais no terreno da catedral”, comenta. Com a sombrinha e terço nas mãos, a dona de casa Vera Lúcia Donato, de 41, foi quem ganhou o presente no Dia de Reis. Ela, o marido, Ernandes Gomes, de 43, e o filho, Inácio, de 6, foram visitar o presépio da arquidiocese e tiveram uma surpresa. “Viemos ver o último dia do presépio e estava ocorrendo a celebração”, diz, satisfeita.  O bispo-auxiliar dom Wilson conta que ontem foi o dia de desmontar árvores de Natal e presépios e, no próximo domingo, é comemorado o batismo de Cristo. “Lembramos o dia em que João Batista batiza Jesus nas águas do Rio Jordão”, comenta.  Enquanto isso... …vêm aí as obras da nova igreja A Arquidiocese de Belo Horizonte aguarda liberação da prefeitura para começar as obras da Catedral Cristo Rei, inicialmente previstas para março. “Estamos dependendo da aprovação dos estudos de impacto de trânsito e meio ambiente”, comenta o bispo-auxiliar dom Wilson Angotti. O projeto, que leva a assinatura de Oscar Niemeyer (1907-2012), está orçado em R$ 100 milhões. A Cúria já tem em caixa 17% dos R$ 100 milhões necessários para as seis etapas e mantém a campanha Faço Parte (www.facoparte.com) para arrecadar recursos para a construção.



Terreno da Catedral Cristo Rei:
Av. Cristiano Machado, 11.910, bairro Juliana, Vetor Norte de BH (em frente à Estação Vilarinho do Metrô).